Minha namorada é uma mulher perversa

Minha namorada é uma mulher perversa

Autor: O Andarilho das Profundezas Oceânicas

Não use o celular enquanto o carrega! Não use o celular enquanto o carrega! Não use o celular enquanto o carrega—coisas importantes devem ser repetidas três vezes! Esta é a experiência pessoal de Bei Xiu Zhi; foi assim que ele morreu eletrocutado. Contudo, após sua morte, de maneira inexplicável, ele passou a ocupar o corpo de um estudante do ensino médio japonês. Assim, decidiu dedicar-se aos estudos, ingressar em uma universidade renomada e, desta vez, conquistar um início promissor para sua nova vida. Infelizmente, o ideal é belo, mas a realidade é dura; estudar em paz revela-se uma tarefa árdua, árdua, árdua... Um inimigo de longa data, de temperamento explosivo e memória rancorosa; a adorável vizinha, doce mas profundamente ressentida; e um super idiota eternamente infantil, que acabou se infiltrando em sua rotina de maneira desastrada. Quando finalmente voltou o olhar para trás, percebeu que as coisas já haviam saído completamente de seu controle.

Minha namorada é uma mulher perversa

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Capítulo Um: Apenas tolos se apaixonam

— Kitahara, por favor, namore comigo!

Uma carta de amor foi bruscamente espetada diante do rosto de Kitahara Shūji; não fosse ele ter inclinado a cabeça para trás, quase teria sido traspassado ali mesmo. Olhou, ligeiramente aborrecido, para a garota à sua frente, sem compreender a encenação que ela pretendia. Após alguns instantes, disse:

— Himuro-san, sinto muito, mas no momento não pretendo me envolver em nenhum relacionamento, então...

Não chegou a terminar a frase. A garota já o fitava, assombrada, interrompendo-o com incredulidade:

— Bem... Kitahara-kun, eu sou Takasaki Mako.

O ambiente tornou-se, subitamente, constrangedor.

Kitahara Shūji silenciou por um breve instante, baixando a cabeça em sinal de desculpas — afinal, confundir o nome de alguém é, em qualquer caso, uma enorme falta de respeito. Contudo, não podia ser propriamente censurado; a jovem realmente lhe parecia familiar, devia ser sua colega de classe, mas todas as garotas da turma tinham a mesma idade, usavam o mesmo uniforme, até o timbre e a cadência das vozes eram semelhantes, e, se não se prestasse muita atenção aos rostos... Tornava-se mesmo difícil distingui-las.

Após desculpar-se em silêncio, ergueu o pulso, consultando o relógio, e sinalizou que estava com pressa, dizendo em voz baixa:

— Takasaki-san, se não houver mais nada, vou almoçar agora.

Embora tivesse errado o sobrenome, julgava ter deixado clara sua intenção; não havia necessidade de repetir. Mal findara as palavras, já pretendia contornar Takasaki Mako, mas esta, rápida, interceptou

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