Minha Estalagem do Tempo e Espaço

Minha Estalagem do Tempo e Espaço

Autor: Jasmim Dourado

Cheng Yun era um peixe morto, sem grandes ambições, desejando apenas passar os dias entre refeições e indolência. Após herdar a pequena pensão de seus pais, seu desejo de uma vida apática tornou-se ainda mais profundo. Contudo, quando em sua modesta hospedaria ele ativou um nodo temporal capaz de alterar o destino do mundo, viu-se obrigado a assumir a responsabilidade de proteger a Terra—transformada agora em um ponto de passagem entre infinitos espaços-tempo. Assim, passou a navegar entre hóspedes oriundos de dimensões perigosas e desconhecidas! Um grande mestre: “Que mundo selvagem é este?” Uma heroína: “Então esta é a Corte Celestial?” Um imortal da espada: “Era assim que se parecia o Reino dos Imortais?” Um brutamontes: “As moças do submundo vestem-se tão pouco por aqui?” Cheng Yun, impassível: “Diária cento e vinte, caução cem... Não têm renminbi, não é? Ouro, pérolas, jade, tesouros celestiais, relíquias ancestrais—aceito tudo!”

Minha Estalagem do Tempo e Espaço

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Capítulo 1: Sentindo a parede rachar

12 de junho de 2017.

A chuva já caía há muito tempo.

Cheng Yun caminhava sob o céu sombrio, segurando um guarda-chuva, acompanhado de uma jovem esguia. Os dois andavam lado a lado, mergulhados num silêncio absoluto.

A rua fervilhava de ruídos: o murmúrio incessante da chuva, o vaivém dos apitos, o alto-falante das promoções, o ranger dos pneus no asfalto molhado. Mas nada disso suscitava qualquer emoção em seus corações.

Percorreram avenidas vibrantes, cruzaram vielas onde só restava o som da chuva e, por fim, adentraram um conjunto habitacional antigo, parando diante da porta de um dos prédios.

— Pode voltar para casa, eu ainda não vou — disse Cheng Yun, erguendo o guarda-chuva para que ela entrasse. Ele mesmo ficou, hesitando um instante antes de acrescentar: — Ainda preciso entregar uma mercadoria no hotel; estão esperando há dois dias.

No rosto delicado e frio da jovem, não se via vestígio de sentimento, apenas os olhos inchados, que o fitavam em silêncio. Ela assentiu levemente, e com a voz rouca, murmurou uma única palavra:

— Está bem.

— Está com a chave? — perguntou Cheng Yun.

— Estou.

— Ótimo — disse ele, virando-se sob a chuva.

A jovem permaneceu no vestíbulo, observando sua silhueta se afastar, o semblante impassível. Só quando ele sumiu de vista, ela entrou no edifício.

Um pequeno guarda-chuva não era suficiente para dois, ainda mais sob a ventania. Cheng Yun, para proteger Cheng Yan da chuva, ficou encharcado de um lado, mas no mês de junho isso nada mais era que um leve frio, sem traço d

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