Meu nome é Bai Yuan, eu cultivo o caminho do assassinato. Ao vê-lo vivo, desejo sua morte; ao ouvir sua voz, tomo-lhe a vida. Meu nome é Bai Yunting, eu cultivo o caminho das formações. Em mil transformações, cem flores se esgotam; em miríades de formas, tudo se reúne numa só cor. Meu nome é Ling Zhuoping, eu cultivo o caminho da espada. Espadas voadoras tornam-se nuvens; espadas que caem viram cascatas; pisar sobre espadas faz delas um rio. Meu nome é Lu Jun, eu cultivo o caminho confuciano. O jovem implacável prefere poesia e, em meio aos ventos e à lua, busca novos versos. Meu nome é Zhu Zishan, eu cultivo... Os de cima é que são os protagonistas; eu sou apenas um porquinho selvagem perdido no mundo mortal. Este livro também é conhecido como "A Lenda do Novo Porco", "A Saga da Fada de um Porco Comum", "O Espírito de Javali Velho Forçado a Entrar por Casamento numa Família de Cultivadores Imortais", "A Mestra de uma Seita de Cultivo Imortal Tem um Companheiro"... Recomendado.
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Capítulo 1 – Uma presa perigosa
Nas profundezas de uma floresta inexplorada, vivia um javali de pelagem castanha, livre e despreocupado. Ele era um animal que prezava pela higiene. Todas as manhãs, ao despertar em sua toca, corria até o brejo para se banhar. Lá, rolava livremente, tornando-se um javali coberto de lama. Após desfrutar seu confortável banho de lama negra, iniciava o desjejum: cogumelos e frutas. Comendo com satisfação, logo buscava o tronco de uma palmeira robusta para se coçar com vigor, primeiro as costas, depois a cabeça… Onde sentia coceira, era ali que se esfregava.
Durante esse ritual, os óleos naturais escorriam das frestas da palmeira e, misturando-se à lama sobre seus pelos grossos, criavam uma camada resistente e espessa, única, fruto de anos de acúmulo. Após terminar de se coçar, o javali castanho, despreocupado, decidia ir almoçar. Seu almoço era peixe. Cogumelos, frutas e peixe eram iguarias adoradas também pelos grandes ursos castanhos da floresta, o que inevitavelmente levava a confrontos.
O javali investia! No coração da floresta, ele atacava com bravura o urso castanho. “Rugido!” O urso se erguia sobre as patas traseiras, rugindo. Suas garras batiam com força. Bam! A grossa pele oleosa do javali, como uma armadura, bloqueava facilmente o ataque do urso. O urso uivava de dor. O javali conseguia acertar a perna do urso, e, aproveitando o momento em que este sentia dor, fugia velozmente, saciado e satisfeito.
Assim era a vida do javali castanho. Lutava para conquistar alimento, era livre, era indomáve