Se vocês, leitores, acharem que o romance "Os dias de fazer jogos em outro mundo" é realmente bom, não se esqueçam de recomendá-lo aos amigos dos seus grupos do QQ e do Weibo!
“Jovem, você deseja tornar-se um herói?”
O badalar melodioso do sino da tarde ecoava pela cidade, o sol poente iluminava obliquamente as ruas e as aves retornavam aos ninhos. Um grupo de crianças tagarelava atravessando as lajes, suas risadas vivazes entrelaçando-se com o som dos sinos e compondo a cena mais comum ao entardecer naquela urbe.
Inicialmente, nenhuma delas notou o jovem suspeito de pé nas sombras da esquina, e assim, conversando e rindo, passaram direto por ele. Só quando o rapaz tossiu alto várias vezes é que as cabecinhas se viraram em uníssono.
— Senhor, o senhor não está se sentindo bem? — perguntou a mais velha, com preocupação.
— Não, não, estou ótimo. Apenas queria saber se vocês gostariam de se tornar heróis. — O jovem abriu um sorriso entusiástico.
Vestia uma longa túnica cinza, usava um chapéu de bruxo pontudo e carregava ao ombro uma vara de madeira cravejada de joias. O rosto era jovem, mas os cabelos brilhavam brancos como a primeira neve. O sol poente banhava-o com um fulgor misterioso e sagrado, fazendo-o parecer um daqueles grandes sábios enigmáticos das antigas lendas.
Se esta história fosse uma verdadeira lenda de heróis, o enredo seguinte seria o jovem, guiado pelo sábio perspicaz, embarcando numa jornada épica, encontrando aliados, forjando o próprio caráter, derrotando o Rei Demônio e salvando o mundo.
Infelizmente, a narrativa nasceu numa época ligeiramente tardia — talvez uns cem anos depois do auge das lendas comuns.
Na era dos heróis, esta cidade era uma tranquila vila fronteiri