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Após um mês, Xie Hengyu voltou a pisar no Jardim de Bambu.
O quarto lateral estava vazio, e ao lado da mesa de madeira de pereira no salão principal, sentava-se uma mulher vestida com roupas simples. Seu olhar era inquieto, o semblante ansioso, e suas mãos e pés pareciam não saber onde se colocar.
Xie Hengyu caminhou até ela sem pressa, olhando-a de cima, e perguntou: “Onde estão as criadas e as amas que te servem?”
A voz do homem era baixa e austera, e sua postura grandiosa e imponente parecia uma cadeia de montanhas que pesava sobre o coração de Wan Zhu, fazendo-a recuar, encolhida, até que Xie Hengyu, impaciente, acrescentou: “Responda.”
Só então Wan Zhu ergueu seus olhos límpidos como águas de outono, mas ao cruzar o olhar com o de Xie Hengyu, tentou desviá-lo para outro lado.
Desta vez, porém, não conseguiu se esquivar. Xie Hengyu não era um homem paciente, e tampouco considerava que aquela mulher merecesse toda a sua paciência. Ele se aproximou e segurou o pulso alvíssimo de Wan Zhu, impedindo-a de fugir, e falou: “Estou te fazendo uma pergunta.”
Após um mês de cuidados, Wan Zhu estava ainda mais frágil do que antes; a dor no pulso era tão intensa que ela teve que reunir coragem para responder: “Respondendo ao senhor, as amas... todas foram levadas embora.”
Mal terminou de falar, o rosto de Xie Hengyu escureceu, como se uma sombra tivesse coberto sua face, antes clara como jade, fazendo Wan Zhu sentir medo e abaixar a cabeça, olhando apenas para a ponta de seus pés.
Por um bom tempo, só se ouviu a voz suave e distante