Irmão Chu Zihang, de poucas palavras e coração fechado, quantos arrependimentos terá de deitar sob a cabeça para finalmente adormecer em paz? Reitor Angé, quão pesado é o ódio que carrega por toda a vida? Se eu te desse um abraço apertado, será que conseguiria aliviar um pouco da tua tristeza? E tu, Eri? Dizem que és uma jovem como uma sacerdotisa, deves ser tão bela, capaz de me fazer perder-me em ti. Tenho tanta vontade de te ver! Um pesadelo recorrente sobre o futuro fazia com que Lu Mingfei chorasse em silêncio sob as cobertas noite após noite, como se suas lágrimas pudessem inundar o mundo. Entre as três mil lâminas da vida, o remorso é o que mais fere. Aquelas lágrimas, mais intensas que uma tempestade, finalmente romperam a apatia que envolvia a existência de Lu Mingfei e apagaram o medo enraizado em seus ossos. Caminho da espada, sabedoria, força… o rapaz agarraria tudo com firmeza. Os portões de Cassel se abriram amplamente, o apito do trem do destino soou rumo ao desconhecido, e desta vez o jovem caçador de dragões decidiu erguer sua espada para proteger sua amada e cortar todos os arrependimentos!
“Chen Motong, mulher casada, mulher má.”
“Chen Wenwen, um pouco dissimulada, mulher tola.”
“Chu Zihang, bom veterano, fofoqueiro.”
“Lu Mingze, pequeno demônio, idiota de plantão.”
“Herzog, morto.”
A luz da manhã, translúcida como vidro de âmbar e jade, atravessava a janela e repousava obliquamente sobre a escrivaninha. O rapaz, ao chegar neste ponto, respirou fundo e fitou o caderno de capa dura preta à sua frente; então, como se reunisse toda a coragem que possuía, escreveu na última linha:
“Eri Uesugi, amada.”
Lu Mingfei ficou longamente a contemplar aquelas palavras finais, como se a jovem que povoava seus sonhos e que jamais vira estivesse ali, oculta entre as páginas, pronta para saltar ao mundo. Apoiado no queixo, ele a observava com um olhar e um sorriso cheios de ternura.
Ao longo dos anos, essa era a rotina de Lu Mingfei, um ritual diário que nunca o cansava. Escrever aquelas palavras parecia insuficiente; era como se ele precisasse gravar o último nome no mais profundo de seus ossos.
“Lu Mingfei, esqueceu que hoje vem um professor da escola americana para te entrevistar? Você vai para a universidade, não se preocupa, e quer que os outros se preocupem por você? Vai logo trocar de roupa e se aprontar para sair!”
“Sim.”
A voz da tia soava incessante do lado de fora, mas o rapaz à mesa não resmungou nada parecido com “O imperador não se apressa, por que você se apressaria?”, nem se irritou. Apenas respondeu calmamente.
Fechou o caderno com delicadeza, temendo quase amassar aquele precioso nome guardado ali