Viver significa, em essência, subtrair e devorar a vida de outros.
“Querida, hoje vou te levar a um restaurante especial, a comida lá é deliciosa.”
A garota segurava o braço dele, animada: “Com você, não importa onde comemos.”
O rapaz sorriu discretamente, ajustou os óculos e a conduziu rapidamente até o restaurante.
O lugar parecia grande, mas as cortinas estavam fechadas e era bastante afastado. Curiosa, ela perguntou: “É aqui? Parece tão isolado, acho que não deve ter muitos clientes.”
O rapaz empurrou a porta, respondendo: “Aqui só vêm os clientes habituais. Os pratos são feitos sob encomenda.”
Um homem de meia-idade, com semblante afável, veio recebê-los. Ao ver o rapaz, fez uma breve reverência e sorriu: “Bem-vindos.”
Vestindo uniforme de chef, parecia ser o único funcionário do estabelecimento, tanto gerente quanto empregado.
Após entrarem, o gerente foi até a porta, olhou para fora e virou a placa pendurada, indicando:
“Fechado para descanso.”
O casal seguiu-o pelo salão escuro até uma divisória, onde o gerente abriu uma cortina. Dentro, o pequeno cômodo estava cheio; ao ouvirem o barulho, todos olharam para trás, e o súbito olhar de tantas pessoas fez a garota recuar instintivamente.
Com um pedido de desculpas, o gerente disse ao rapaz: “Desculpe, aqui está lotado. Por favor, venham comigo.”
Os dois seguiram até um espaço que parecia um depósito. O gerente pediu novamente desculpas: “Aguarde aqui por um instante.”
Quando ele saiu, a garota olhou ao redor e franziu o cenho: “Feng, esse lugar não é nada bom. Que tal mudarmos de restaurante?”
O rapaz sorriu para ela