Dois Mil Anos de Pobreza

Dois Mil Anos de Pobreza

Autor: Personagem Não Jogável

Ela presenciou a batalha sangrenta de Changping, testemunhando o massacre de centenas de milhares de pessoas. Liderou a cavalaria de ferro de Qin, disputando a hegemonia do mundo contra os seis Estados rivais. Viu o império fragmentar-se em três partes e as montanhas e rios serem dilacerados. Ouviu também o suave som do alaúde em Longzhong. Viveu embriagada na era próspera de Zhenguan, e quem pode dizer quão deslumbrante foi a imperatriz lendária de todos os tempos? Já vestiu roupas vistosas e montou cavalos furiosos, assim como empunhou o leque de penas e usou o turbante de seda. Foi camponesa nos campos e também já ensinou jovens estudiosos. No entanto, ninguém sabe que essa pessoa viveu por dois mil anos. Bem, trata-se de um romance histórico mais leve e descontraído; por razões pessoais, talvez não consiga seguir fielmente todos os fatos históricos ou resistir a um exame rigoroso. Mas me esforçarei ao máximo para pesquisar e escrever com precisão. É a primeira vez que escrevo algo desse tipo, então espero que seja divertido, haha. Por fim, cuidado com as transformações inesperadas!

Dois Mil Anos de Pobreza

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100capítulos Capítulo

Capítulo Um: Nem todos os idosos têm dificuldades de mobilidade

— Bolinhos de forno, bolinhos de forno!
— Venham ver, carne de primeira, deem uma olhada!
— Bebidas, bebidas!

O mercado fervilhava de barulho, camponeses vestidos de linho grosso agitavam algumas moedas de cobre, comprando aquilo de que precisavam. Naqueles tempos difíceis, conseguir separar algumas moedas para gastar já era um luxo raro. Por toda parte havia guerras sem fim, e as pessoas viviam sem qualquer esperança.

A maioria dos transeuntes tinha o rosto amarelado e magro. No meio da multidão, após um empurra-empurra, surgiu um indivíduo que destoava dos demais. Dizer que estava fora do lugar pode parecer exagero, pois se alguém não olhasse com atenção, também o tomaria por igual: vestia roupas simples e tinha os pés enrolados em tiras de pano, calçando sandálias de palha. Não parecia ter mais que dezesseis ou dezessete anos.

Era um “rapaz”, mas chamá-lo assim soava estranho. O motivo? Era belo demais. A pele parecia translúcida, o rosto esculpido em jade, e a estatura — cerca de um metro e setenta — completava o quadro de um jovem digno de elogios.

Entretanto, aquele jovem exibia agora uma expressão de desalento. Bateu com desalento nas próprias roupas, tirando o pó que cobria os punhos.

— Estava mesmo lotado — murmurou Gu Nan, ajeitando a gola. — Maldição, afinal onde é que eu vim parar?

Gu Nan era o nome daquele jovem. Parada na rua, fitava o cenário estranho ao redor, sentindo a cabeça latejar.

Na verdade, ela não era um rapaz. Seu aspecto atual era fruto de um disfarce cuidadoso. Sua verdadeira aparência era a de u

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